25 julho dia da naçom galega: galiza livre e nom patriarcal
22nd Xullo 2010

A lingua reflicte umha determinada concepçom do mundo asumida pola coletividade que a fala. Desde MNG decidimos deliberadamente nom utilizar o termo de “patria” que etimologicamente significa “terra dos pais”, este termo reforça a ideia do patriarcado, que para nós é um objectivo fundamental a erradicar na nossa luita como feministas galegas.
Estamos a assistir á maior crise do capitalismo dos últimos oitenta anos e como sempre querem que paguemos as súas conseqüências a clase trabalhadora, os sectores do agro, do mar, em gêral os sectores populares. Os despedimentos, os expedientes de regulaçom de emprego e a nom renovaçom de contratos convértem-se a diario no drama de muitas pessoas condeadas ao paro, e a miséria. Esta situaçom afecta dumha maneira muito especial às mulheres.
Existe umha corrente involucionista, impulsionada por sectores poderosos do capitalismo espanhol e a sua armaçom institucional e mediática, e tem como punta de lanza à Conferência Episcopal Espanhola. Dita corrente involucionista, com as súas diversas expressons, está a afectar aos direitos individuais e colectivos das pessoas, aos direitos da nossa naçom, da nossa lingua e da nossa cultura, ao gasto social, aos direitos das mulheres,…
Na Galiza desde que governa o PP, fai tam só um ano, estamos a assistir a umha involuçom acelerada: Lei de maternidade, lei de familia, desapariçom do SGI, ataque frontal a nossa lingua, reconversom dos Centros Querote, impedimentos para poder ejercer com liberdade a nova lei do Aborto, privatizaçon dos serviços públicos como sanidade e ensino, limitaçom em recursos sociais, etc . Todas estas medidas contam com o apoio da Igreja Catolica à que nom lhe chega com todos os milhons de euros que recaudam pola sinatura do Concordato com o Estado Espanhol desde 1953, senom que planificam visitas do seu Jefe do Estado (do Vaticano), como a que tem prevista para novembro ao nosso pais, na que a Junta vai gastar quatro milhons de euros.
Temos que orientar num sentido anticapitalista, democrático e antipatriarcal a nossa luita para conquerir um cambio radical desta sociedade. Neste senso é muito importante para o feminismo na Galiza aprofundar na reflexom teórica, na autoorganizaçom e nas formas de luita. É um reto que temos que afrontar e estamos seguras de ser quem de faze-lo para conquerir umha Galiza livre e nom patriarcal.
O 25 de julho MNG, estaremos na Alameda de Compostela com umha mesa de distribuiçom do nosso material: livros, colantes, chapas, bandeiras feministas, camisolas, … pasa polo nosso posto, aguardamos-te.
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